Eu fico triste com tanta performance. Tudo virou performance. As pessoas tem que vencer em tudo e não vêem mais nada do caminho, da paisagem, do trajeto, do que aprenderam e do que as modificou nesse meio tempo. É uma jornada do herói performática e sem elixir ou espada no final.
Lindinha, vidrei no texto, nas ilustrações de Laura e tudo foi um grande exercício de não sair correndo pra cá comentar.
Não poderia só dar um likezinho automágico. Eu, que vivo de olho na minha finitude, pensando em como organizar os trens, não deixar muita ponta solta ou "dar trabalho", penso muito em tempo.
Claro que aprendi com essa experiência é me fincar no aqui-agora e fazer o melhor possível. Mas é inevitável: às vezes os olhos viram para trás. E entendi que para domar a ansiedade de tentar controlar o futuro, eu fecho a cara e olho para as pontas dos dedos dos pés.
E anotei uma frase que é lapidar: Consumir é uma forma de despir as coisas de história. Obrigada pelas vozes.
Lucia, que texto bonito o seu comentário. Tempo é algo que me ocupa a cabeça quase o continuamente, de um jeito ou de outro, e escrevendo esse texto euprocessei um pouco dessa urgência fabricada que me rouba do agora. É o que você falou tão bem sobre o valor de se fincar, de sentir o presente com o corpo. É minha eterna busca, atualmente.
nossa mari, obrigada pela indicação porque realmente conversa demais! sempre acalentador perceber que as angústias são compartilhadas... os textos vieram de lugares muito parecidos (algo está acontecendo, mas não sei direito o que), e imagino que essa deve ser uma questão que mora na cabeça das pessoas sem um nome próprio. Importante buscarmos nome pras coisas! Ótimo texto.
Oi, Bia! Tava pensando no seu texto hoje e reparei em algo que achei legal comentar. Não acha que parte desse agora infinito pode ser também por que hoje em dia as redes não funcionam com base na sequencia de acontecimentos? Fiquei pensando nisso, acho que uma das redes que mais me angustia nesse sentido é o tiktok, não dá pra ter noção nenhuma de tempo naquele app, mas tampouco nos outros né.
Acho interessante como tirar da gente as marcas temporais e de processo parece ser algo comum em muitas situações. Obrigada pelo texto!
Oi Bia! Tinha salvado esse seu texto há alguns dias, não tenho certeza de como ele apareceu no substack para mim, mas muito feliz de ter concluído a leitura agora. Dialogou muito com um processo (rs) que iniciei há alguns meses. Por umas questões de saúde, estou tentando sair da obesidade - e optei por fazer isso sem medicações. É um processo lento, que não tem resultado exato, pois seguirei nele pelo resto da vida. Mas é um processo que estou aprendendo a gostar muito! O processo pode ser tão legal quanto o resultado, se a gente se permite o direito a ele.
Estava resistindo a essa pressa toda até 1 ou 2 anos atrás. Agora percebo como minha paciência anda curta, como fico querendo acelerar o vídeo pra saber logo o que tem no final, como não consigo largar do celular e consumir mil e um fragmentos. Conseguir quebrar o padrão e resistir, nossa, é um trabalho gigante (mas necessário).
e constante, né? porque tem períodos mais difíceis, depois passa, fica difícil de novo. Quando to ansiosa é uma tarefa herculea largar o celular, mas tenho tentando buscar combustíveis para conseguir fazer isso. Hábitos e coisas do gênero, mas também cultivar um pouco da raiva de saber que isso é um direito meu que foi roubado... batalha contínua.
Eu fico triste com tanta performance. Tudo virou performance. As pessoas tem que vencer em tudo e não vêem mais nada do caminho, da paisagem, do trajeto, do que aprenderam e do que as modificou nesse meio tempo. É uma jornada do herói performática e sem elixir ou espada no final.
Abraço.
Obrigada por esse texto!
Dá vontade de desacelerar só pra respeitar o caminho das coisas.
Oi, Bia, tudobão?
Lindinha, vidrei no texto, nas ilustrações de Laura e tudo foi um grande exercício de não sair correndo pra cá comentar.
Não poderia só dar um likezinho automágico. Eu, que vivo de olho na minha finitude, pensando em como organizar os trens, não deixar muita ponta solta ou "dar trabalho", penso muito em tempo.
Claro que aprendi com essa experiência é me fincar no aqui-agora e fazer o melhor possível. Mas é inevitável: às vezes os olhos viram para trás. E entendi que para domar a ansiedade de tentar controlar o futuro, eu fecho a cara e olho para as pontas dos dedos dos pés.
E anotei uma frase que é lapidar: Consumir é uma forma de despir as coisas de história. Obrigada pelas vozes.
Lucia, que texto bonito o seu comentário. Tempo é algo que me ocupa a cabeça quase o continuamente, de um jeito ou de outro, e escrevendo esse texto euprocessei um pouco dessa urgência fabricada que me rouba do agora. É o que você falou tão bem sobre o valor de se fincar, de sentir o presente com o corpo. É minha eterna busca, atualmente.
Obrigada você pelas vocês <3
Lembrei daquele poema espanhol do caminhante que faz o caminho (e que nunca consigo recitar direito).
Eu agradeço à Aline por colocar a senhorita no meu radar. Beijo enorme, viu?
Oi, Bia! Gostei muito do texto. Eu não sou dessas pessoas que comentam o texto dos outros indicando os seus próprios, mas vou abrir uma exceção aqui pra te mandar esse texto que escrevi uns meses atrás justamente sobre apagamento dos processos ( https://open.substack.com/pub/tempodequalidade/p/o-grande-apagamento-do-processo?utm_source=share&utm_medium=android&r=4crr3z ). Achei que conversou bastante, mas achei legal que vc abordou uma parte de consumo também, que faz todo o sentido.
nossa mari, obrigada pela indicação porque realmente conversa demais! sempre acalentador perceber que as angústias são compartilhadas... os textos vieram de lugares muito parecidos (algo está acontecendo, mas não sei direito o que), e imagino que essa deve ser uma questão que mora na cabeça das pessoas sem um nome próprio. Importante buscarmos nome pras coisas! Ótimo texto.
sim, acho que tá todo mundo com o mesmo incômodo, né?
Eu amei muito esse
Oi, Bia! Tava pensando no seu texto hoje e reparei em algo que achei legal comentar. Não acha que parte desse agora infinito pode ser também por que hoje em dia as redes não funcionam com base na sequencia de acontecimentos? Fiquei pensando nisso, acho que uma das redes que mais me angustia nesse sentido é o tiktok, não dá pra ter noção nenhuma de tempo naquele app, mas tampouco nos outros né.
Acho interessante como tirar da gente as marcas temporais e de processo parece ser algo comum em muitas situações. Obrigada pelo texto!
Oi Bia! Tinha salvado esse seu texto há alguns dias, não tenho certeza de como ele apareceu no substack para mim, mas muito feliz de ter concluído a leitura agora. Dialogou muito com um processo (rs) que iniciei há alguns meses. Por umas questões de saúde, estou tentando sair da obesidade - e optei por fazer isso sem medicações. É um processo lento, que não tem resultado exato, pois seguirei nele pelo resto da vida. Mas é um processo que estou aprendendo a gostar muito! O processo pode ser tão legal quanto o resultado, se a gente se permite o direito a ele.
Abraço!
Estava resistindo a essa pressa toda até 1 ou 2 anos atrás. Agora percebo como minha paciência anda curta, como fico querendo acelerar o vídeo pra saber logo o que tem no final, como não consigo largar do celular e consumir mil e um fragmentos. Conseguir quebrar o padrão e resistir, nossa, é um trabalho gigante (mas necessário).
e constante, né? porque tem períodos mais difíceis, depois passa, fica difícil de novo. Quando to ansiosa é uma tarefa herculea largar o celular, mas tenho tentando buscar combustíveis para conseguir fazer isso. Hábitos e coisas do gênero, mas também cultivar um pouco da raiva de saber que isso é um direito meu que foi roubado... batalha contínua.
Falou tudo, Bia! Seguimos batalhando! rs